domingo, 4 de maio de 2008

O Guerreiro que vence mas não se convence

O Guerreiro que vence mas não se convence

O Guerreiro fica mais experiente, colhe mais frutos de suas batalhas e é aclamado pelos companheiros.
O Guerreiro pára para refletir e se impressiona; ele está no pelotão principal e melhor do que nunca, mas a reflexão o faz desanimar.
Mas por que o desânimo? Não faz sentido!
Não faria.
Porque um dia, todo guerreiro, quer parar.
Os guerreiros tem em sua essência as lutas e as vitórias, e morrer em batalha é glorioso. Só que o ideal é vencer uma grande batalha, que seja o suficiente para que não tenha mais que entrar em combate.

O Guerreiro, segue, então, atrás desta meta, e caminha.
Caminha, luta, vence e ergue a cabeça.
Neste momento, ele enxerga um horizonte mais longínquo.
E não pode parar, há terreno pela frente a ser explorado.
E o que ele faz? Segue em frente ou pára?
Eis o dilema.
Eis a fonte da dor.
Outrora, o caminho era único. Do zero, restava seguir em frente. E agora?

Ele relembra do passado, do que aconteceu, do que foi pronunciado.
Em vista disto, ele decide romper de vez com as amarras que lhe permitiram bons momentos, mas não todos os momentos que ele quis.
Prisão psicológica é uma amarra que ninguém pode destruir, senão o seu possuidor.
E o encanto será quebrado. Esta é a decisão.
Não há obstáculo intransponível para decidir ultrapassa-los.
E a decisão foi tomada.
14 dias.

Nenhum comentário: